sábado, 9 de agosto de 2008

Noir Désir

Je veux être seul
Reste-la, toi ta geule
Je ne peux pas me calmer
Laisse-moi tempêter
J'ai trop des tristes pensés
Pour ça je veux crier
Je ne suis pas contente
Furieuxe comme un enfant
C'est la manie
C'est la manie
Je ne suis pas genée
J'ai un esprit troublé
Donne-moi un peu de temps
Ça passera par le vent
Je veux être seul
Reste-la, toi ta geule
Je ne peux pas me calmer
Laisse-moi tempêter
C'est la manie
C'est la manie
Je veux être seul
Reste-la, toi ta geule
Je ne peux pas me calmer
Laisse moi tempêter
C'est la manie



Vive la Fête.

Completamente bipolar, assim me sinto hoje.

Si tu veux comprend la parole, etudes français!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Por detrás das máscaras


Hoje foi um dia desses, em que nada de útil e nada de interessante de fato acontece. Quando a monotonia e o ócio imperam, e a rotina não deixa nada de novo tomar conta.

Acordei, assisti televisão, fui pra faculdade, voltei. Fim.

Pensando agora, sob a minha perspectiva analítica de quem está de fora, dá meio que um remorso por não ter aproveitado direito o dia, afinal, é menos um dia da minha vida, menos uma oportunidade de fazer valer a pena, menos uma página pra escrever na história. Se eu morresse agora, o que eu levaria como memórias do meu último dia vivo na terra? O que significaria o dia 08/08/08?

Pois aí que está a questão. Quando você consegue se afastar um pouco mais, e ir além da perspectiva de quem vê de fora, enfim indo para uma perspectiva mais ampla ainda, você consegue perceber que afinal a rotina e até mesmo o ócio, possuem uma beleza ímpar que a gente não consegue ver. Micro coisas, multi-coisas.

E se eu morresse agora, nesse 08/08/08, lembraria do cheiro da chuva. Lembraria de como a luz entra pela janela da sala de estar na parte da manhã, iluminando as paredes e os quadros. De sentar perto das minhas plantas e olhar o céu, enquanto curtia um ócio gostoso da "pausa pra um cigarro". E lembraria dos sentimentos, pela minha família, pelos meus amigos, e por quem me "arremata".

A rotina e o ócio se escondem por detrás dessas máscaras que escondem tanta boniteza. E é muito bom quando se consegue enxergar isso!

Um beijo enorme,
e um bom final de semana.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Meu Sonho - Álvares de Azevedo

Disseram-me que a minha poesia (Cavaleiro Errante), fazia lembrar esta. Realmente, faz lembrar pois faz menção a um cavaleiro, no entanto esta é uma busca pelo eu, e a minha tem a ver com uma busca pelo seu lugar. Mas, realmente, conexas tacitamente pelo inconsciente coletivo (pois não conhecia essa poesia) . Mas que bom que conheci, pois é linda, e vale a pena a leitura:

Meu Sonho


Eu
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada ensangüentada na mão?
Por que brilham seus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

Cavaleiro, quem és? O remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! Da estrada acordando poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?

Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?

Cavaleiro, quem és?- que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?

O Fantasma
Sou o sonho da tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!...


Álvares de Azevedo

Dia Rural


Hoje fui lá na UFRRJ com mamãe pra visitar o orientador dela, no curso de mestrado que ela está terminando agora. Acho super legal vê-la fazendo um mestrado, numa área super diversa da que ela trabalha (nutricionista, fazendo mestrado em gestão), mas que apesar de ser completamente diferente, conseguiu achar um nexo entre as duas áreas e elaborar um trabalho científico bem maneiro, cheio de polêmica e bafão.

Foi um dia bacaninha, mas cansativo, apesar de ainda nem serem 14hs. Mas hoje vou me reservar ao direito de descansar. Vou ficar em casa, estudar um pouco mais a noite, e ter um dia tranquilo.

Empolgado, no entanto, para o final de semana. No sábado o Fofo a Trash vai se reunir, pra gente poder dar umas finalizações nos nossos experimentos musicais, que expressam a arte comtemporânea e movimentos minimalistas. hehehe

Pois em breve, vários singles saindo do forninho das nossas cucas criativas.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

De volta à total agonia de sentir...


Esperar igual mongol uma ligação. Ficar com nó na garganta se não liga. E de repente voltar a ficar igual criança no natal, se ligar. E tudo isso sem passar recibo de que sente qualquer coisa. Jogos, dilemas, etc.

Emoções voláteis, completamente desarmonicas e dependentes de outrem. A total agonia de voltar a sentir.

Mas como é divertido. Eu acho que sou masoquista mesmo!
;-P~

Um beijinho especial :-P~


Eu estou aqui há meia-hora tentando escrever alguma coisa, mas ainda estou em processo de absorção.
Só sei que tem horas em que tudo o que você precisa são de algumas horas. E assim me sinto hoje, redundante e bem.

E chega de rasgação de seda por hoje!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O Cavaleiro Errante

O vento sopra na fria noite
canções de outrora em seu
pálido semblante
com suave força, seu gélido açoite
faz tremer os dentes do Cavaleiro Errante

Por vastas Planícies
e imponentes Montanhas
ele vaga pela Terra
com o Vento a soprar

E seu som, como diz-se
aquece suas entranhas.
Na colina se prostra
cansado de errar.

Crepúsculo que avança
na colina a beira-mar
mira o cavaleiro errante.
Ao sabor do vento dança
o fogo a crepitar.

Em suas veias, seu sangue
ouve o rufar da Terra
e começa a ferver
E do vento agora sopram
vozes e música
que fazem a Terra tremer

Dança, agora
o Cavaleiro Errante
com sua espada fincada no chão
Na noite rubra
a magia da hora
faz transbordar-lhe a paixão

Dança, pois,
Cavaleiro Errante,
achaste teu lugar.
O Vento diz quem sois
e sobre a Terra rufante
não vais mais errar.